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HUMANIDADE
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A diferença entre o Poder Supremo positivo e o teológico está no fato de o positivo depender, em parte, da vontade humana científica e sinteticamente disciplinada, e manifestar-se sempre diretamente, a todo o momento e quotidianamente, de modo muito claro e insofismável, permitindo uma unificação universal e duradoura; enquanto o teológico, que dominou no passado enquanto se buscava empiricamente sua melhor definição, submetia tudo à sua vontade, muitas vezes indecifrável, manifestando-se sempre indiretamente, através de diferentes interpretes, de modo vago e parcial, nunca permitindo unificação universal, tampouco duradoura. A única razão pela qual o positivismo
ainda não domina os corações da maioria social é o fato de ser pouco conhecido.
Visto que ele representa no tempo e no espaço a mais digna sucessão moral que
possa existir. Não há nada que se lhe possa comparar em organicidade e
construtividade, pois, é o resultado de uma multimilenária evolução espontânea
da Humanidade, que, por força de lei natural, compreende todas as fases
anteriores, desde as mais primitivas até as mais evoluídas. Não é por acaso que
os mais ferrenhos teologistas de hoje falam em Humanidade no sentido positivo,
falam em paz na Terra para todos os povos, etc., mas no anseio impossível e
contraditório de se volta a crer no Poder Supremo revelado pelos respectivos
profetas; cada grupo com o seu, e todos els do tempo em que a guerra e a
escravidão eram tidas como inevitáveis - um anseio simplório e ingênuo de fazer
o tempo parar ou voltar para umas coisas e não para outras. Imagine-se o grande
César, romano, voltara crer em fetiches, bezerros ou escaravelhos; ou os grandes
São Paulo e Maomé voltarem a crer em Marte, Júpiter, Apolo?!... Admitindo-se a possibilidade de o positivismo não vingar, teríamos de admitir também, a melancólica possibilidade de estarmos à beira da extinção das espécies, visto a geral e progressiva retrogradação moral, culminando com a conseqüente desertificação e fatal destruição da vida do planeta. Os inequívocos sinais disso, só a orgulhosa cegueira teológico-metafísica não vê, ou é incapaz de ver. Para que os espíritos progressistas possam
demonstrar na prática, a organicidade e a construtividade da doutrina
positivista, é forçoso liberar plenamente o ensino, possibilitando incluir no
currículo escolar o moderno sistema universal, que o espírito
teológico-metafísico retrógrado, tende demasiado a desprezar ou ignorar.
Curitiba,15/04/2005 Pedro Bertomé Mendonça -
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